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Desde o sucesso de Promete, de 2006, os fãs da Pull Down aguardavam algo novo. Essa semana, enfim, saiu o terceiro disco, “Valor Às Coisas Certas”. Em 2008 o quarteto virou praticamente uma nova banda, já que dois dos integrantes desistiram da vinda para São Paulo (o outro já havia saído antes) e o vocalista/guitarrista, Niper, recomeçou tudo, encontrando três dos novos integrantes.

Antes que alguém reclame, que “a banda não é mais a mesma”, ou qualquer coisa do tipo, já aviso o disco foi inteiro gravado pelo Niper, durante boa parte de 2008. Algumas regravações (Ninguém Tem Culpa, Não Ficaria Até Tão Tarde Se Não Fosse Importante), algumas canções mais pesadas (como Não Vou e Valor Às Coisas Certas) e outras baladinhas beeem radiofônicas (como Setembro e Perfeita).

Quem dá mais detalhes é ele mesmo, na entrevista abaixo, que soma, duas das perguntas feitas por mim em outubro do ano passado, para o site Besouros.net (publicada só em janeiro deste ano), na casa dele aqui em Sampa e outras cinco respondidas ontem, logo após o lançamento de Valor Às Coisas Certas, disponível para download no MySpace da Pull Down. Confira aí:

Quanto tempo demorou para formar a nova banda?
Niper: No mesmo dia (que o antigo baterista disse que não viria) surgiu o primeiro nome. O Sandro (Aditive) me indicou o Rodrigo Thurler que toca ‘na noite’ e segundo as palavras do Sandro ‘tá a fim de entrar na roubada do rock’. Explicou que o cara ganha dinheiro com banda cover, mas queria um trabalho autoral. O Sandro me passou uns links do YouTube e ligou para ele. Ao mesmo tempo que eu via os vídeos, ele ouvia meu som. Combinamos de ir no Milo (balada) e acertamos como seria. Faltava só baixista.

Pelogia: E….
Niper: O Rodrigo já se dispôs a procurar o baixista. Surgiu até um nome famoso, de um cara que tá insatisfeito na banda que toca atualmente, mas acabou não rolando. O Rodrigo apresentou o Gustavo, que toca com ele na noite. Marquei um ensaio e foi animal. Na semana seguinte ensaiamos de novo, mas o Gustavo disse que não poderia ficar, por conta de outros compromissos. Ele mesmo nos apresentou o Felipe Gardenal (que está na banda até hoje). Tudo tem acontecido muito rápido. Não sei se é a cidade que proporciona isso ou se é porque estou perto de pessoas que trabalham sério.

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Rodrigo, Niper, Felipe e Cassique

O novo disco estava pronto há mais de um ano. Quanto tempo, exatamente?
Comecei a produção dele no começo de 2007 e considerei finalizado em novembro de 2008. Como o gravei e produzi no meu estúdio, tive tempo para vários testes e versões, regravei todas as vozes com um novo microfone por exemplo, já morando em São Paulo.

Os novos integrantes mudaram algo no disco, ou ele está sendo lançado como você fez, sozinho?
Eles opinaram algumas coisas na mixagem final. Não rolou nenhuma mudança significativa, demonstrando já que pensamos muito parecido. Ao vivo eles tocam as músicas como eles preferem, foi algo que eu defendi desde o convite para fazerem parte do projeto.

Clipe?
Já rolou um reunião sobre, ótimas idéias e ótimos profissionais envolvidos mas não é prioridade no momento.

Quando o disco sai em CD? Ou não irá sair? Alguma participação especial?
Sairá em CD sim, acompanhado de uma revista pôster. Estamos finalizando a arte do pôster para mandá-lo para fábrica, acredito que começo de dezembro esteja nas lojas. Nenhuma participação especial, infelizmente. Já estamos pensando em várias para o próximo trabalho que devemos gravar no final do ano.

Shows? Quando tem? Vocês fizeram poucos shows esse ano (3, se não me engano)…
Decidimos deixar o CD correr um tempo para começarmos a fazer shows. Praticamente todo material é novo e preferimos assim. Existe demanda e estamos muito felizes com isso, a partir de novembro voltaremos aos shows com a turnê do novo álbum tocando poucas músicas antigas.

Vocês tiveram dois discos lançados pela One Life Recordings (’Ninguém Tem Culpa’, 2004) e outro pela Urubuz e Ideal Records (’Talvez Seja Esse o Sentido’, 2006), que são selos bem respeitados na cena.
O que sempre falou mais alto na Pull Down foi a honestidade e as letras. Nunca parei e pensei ‘hoje preciso fazer uma música que vai estourar’. Eu tive sorte e a competência de fazer músicas que muitas pessoas se identificaram, mas quando compus ‘Promete’, não esperava que fossem ter tantos vídeos no YouTube. (Entre algumas apresentações da banda, são 112 os vídeos que tem música como trilha, a maioria com a versão acústica).

Se você quer mais Pull Down, pode ir fuçar no fotolog deles ou ler na integra a entrevista que fiz com o Niper, no Besouros.net.


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