Durante o GAS Festival, evento produzido pelo Guaraná Antárctica com bandas de rock e a estrelas brasileiras do skate mundial, rolou uma coletiva de imprensa para falar sobre o Vidas Sobre Rodas, o primeiro documentário sobre a história do skate do Brasil.

O filme é baseado nas vidas do Lincoln Ueda, Bob Burnquist (que já foi patrocinado pela Mad Rats!), Sandro Dias e Cristiano Mateus. As filmagens começaram em setembro de 2008, durante o próprio GAS (o Guaraná é o principal patrocinador do filme). Teoricamente, era para tudo estar pronto, mas gravações de filmes costumam mesmo ter atrasos. Calma, tá chegando.

Mas enquanto o Vidas Sobre Rodas não chega nas telonas, você pode conferir a entrevista que fizemos com o diretor do filme, Daniel Baccaro. O trailer está no final deste post.

Foto por Taiz Dering

Daniel Baccaro e Gustavo Pelogia | Foto por Taiz Dering

Como o skate é visto no Brasil hoje?

Daniel Baccaro: “o skate sempre vai ter na sua essência, um lado transgressor. Isso é uma coisa bacana, porque demonstra atitude. Quando você não está contente com algo, ele vai lá e transforma. Por outro lado, é um esporte que ganhou a grande mídia e o respeito da sociedade. Hoje o moleque se identifica fácil porque ele vê um cara andando no half e ele parece um super herói. Isso ajuda a transformar essa imagem, mas na essência, o skate deve manter sempre um lado transgressor, de atitude”.

O quão diferente é produzir um documentário e um outro vídeo de skate?

O foco principal do Vida Sobre Rodas foi sempre tentar mostrar uma cena de vinte anos atrás, que é onde os quatro começaram. Mas o filme não é datado performaticamente, não é um filme que vai mostrar a última manobra ou mais difícil que o Bob fez. A diferença é essa: pelo fato de ser para o cinema, você basear um enredo que atinja pessoas que não são do skate também. Esse é o foco principal do filme.

O filme tem vários patrocínios grandes, através da Lei Rouanet. É difícil conseguir esse tipo de apoio?

Tem alguns formatos que você precisa seguir para conseguir esse tipo de apoio. Mas é a maneira que o cinema sobrevive, no Brasil e em outros países. Essa é a diferença de uma produção independente e de uma com leis de incentivo.

Qual a trilha sonora?

Tem uma trilha própria do filme, criada pelo Daniel Ganjaman e pelo Maurício Takara. Fora eles, tem muita da época, como Ramones e The Cure.

E quando, enfim, vamos assistir o resultado disso tudo?

O filme está em fase de pós-produção e até o final do ano estará concluído. O lançamento será em 2010, se Deus quiser, no primeiro semestre.

Enquanto isso, mate (ou aumente) sua ansiedade com o trailer oficial do filme:


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